O empresário e filantropo Carlos Vieira de Castro vai ser homenageado pela Casa da Memória Viva de Famalicão no dia 13 de julho. O objetivo é que Carlos Vieira de Castro sinta o reconhecimento dos seus conterrâneos e da comunidade famalicense pelo «contributo que há muito dá, como cidadão e empresário, para a economia, a coesão social e a projeção de Vila Nova de Famalicão no mundo», assinala Carlos de Sousa, presidente da direção da CMV. No seu entender, depois de o homenageado ter passado a ser, em 2018, cidadão honorário do Município e de as várias instituições que tem servido ao longo da vida, como fundador e ou dirigente, lhe terem prestado tributo, «é hora de as pessoas a quem ele tem ajudado se juntarem e dizerem, a uma só voz: “Obrigado!”».
Este ato de gratidão começa com um recital da Banda de Música de Famalicão às 12 horas, na Igreja Matriz nova; segue-se um almoço no Centro Pastoral de Santo Adrião.
O recital da Banda de Música de Famalicão – instituição famalicense que colabora de perto com os promotores da homenagem e a que Carlos Vieira de Castro há muito está ligado – é de entrada livre, mas os lugares sentados estão condicionados à lotação da Igreja Matriz (nova). A participação no almoço tem o custo associado de 35,00 euros, sendo necessária inscrição prévia no site www.memoriaviva.pt, ativo a partir do próximo fim de semana. Para mais informações, deve ser usado o n.º 925719597 (chamada para a rede móvel nacional).
Carlos Henrique Azevedo Vieira de Castro é o principal acionista e presidente do Conselho de Administração da Vieira de Castro – Produtos Alimentares, SA, dedicando-se, nos anos mais recentes, a um projeto familiar na área vitivinícola, em Melgaço.
Em 1968, com apenas 20 anos de idade, integrou pela primeira vez a direção dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, à qual presidiu entre 1994 e 2006. Nessa qualidade, teve assento na direção da Liga dos Bombeiros Portugueses, entre 1998 e 2006, e da Federação dos Bombeiros do Distrito de Braga, entre 1995 e 2006. A sua dedicação à causa dos bombeiros mereceu-lhe, de resto, o reconhecimento das corporações de Voluntários de Famalicão e Famalicenses, de Barcelos e Barcelinhos, de Esposende e Fão e de Celorico de Basto. Estas sete instituições atribuíram-lhe o estatuto de sócio benemérito ou honorário.
Foi também distinguido pelo Lions Clube de Vila Nova de Famalicão, de que foi um dos fundadores, e pela Lions Club International Foundation.
De igual modo, em 2017 o Rotary Club de Famalicão homenageou-o pelo seu percurso empresarial, de que faz parte igualmente a atividade desenvolvida enquanto administrador da AESBUC – Associação para a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, entre 1998 e 2006.
Esteve ainda ligado, como dirigente local, à Liga Portuguesa Contra o Cancro, ao Círculo de Cultura Famalicense (CIDADE HOJE), de que foi fundador, em 1986, e ao CDS/PP. Foi também fundador e integra os corpos sociais da Mais Plural, IPSS, sedeada em Gavião.
Todavia, o Grupo Recreativo Musical – Banda de Famalicão é a instituição a que se dedica há mais tempo, tendo ocupado, desde 1968, vários cargos nos respetivos corpos sociais, e o seu apoio mecenático contribuiu para o seu reapetrechamento instrumental.

A Casa da Memória Viva acredita ser apenas a plataforma agregadora e de meio para a concretização de um objetivo. Recorde-se que esta instituição já prestou homenagem a três personalidades famalicenses, tidas, pela associação, como «cidadãos exemplares e referências de generosidade e altruísmo». Foram elas a enfermeira obstetra Miquelina Peixoto, o médico pediatra Miguel Machado e a advogada Margarida Malvar. Desta forma, o evento do dia 13 de julho tem em vista «realçar o exemplo de um famalicense profundamente humanista, com uma rara sensibilidade social, e que tem sido um farol de cidadania em prol da igualdade de oportunidades e da inclusão na nossa comunidade», considera Carlos de Sousa.
Para quem não conhece, a Casa da Memória Viva foi criada há cinco anos e tem como propósito essencial a «salvaguarda e valorização da memória na, da e pela comunidade famalicense». Em conformidade, tem privilegiado as ações de sensibilização e informação da opinião pública local sobre a prevenção e os impactos das formas mais comuns de demência, assim como a capacitação de cuidadores e familiares de pessoas em défice cognitivo. Vem pugnando igualmente pela salvaguarda e valorização da memória identitária de Vila Nova de Famalicão.