Quatro entidades, incluindo a Deco e a Zero, estão a pressionar o Governo para alargar a venda a granel em lojas com mais de 1.000 m² já em 2025. Estas organizações lançaram um manifesto que pede a flexibilização desta prática, que atualmente ainda não permite a venda a granel de produtos como arroz, massa, farinha, açúcar, azeite e mel.
A proposta legislativa, enviada ao Governo, pretende tornar a venda a granel a norma, proporcionando aos consumidores opções mais sustentáveis e económicas. Para isso, sugere-se a criação de uma comissão técnica, coordenada pela Direção-Geral do Consumidor, que avaliará a legislação vigente e as restrições atuais.
Além de produtos alimentares, a iniciativa abrange setores como cosmética e limpeza, onde a inovação é limitada. A meta é incluir um maior número de produtos na venda a granel, mantendo a proteção dos consumidores e promovendo o uso de embalagens reutilizáveis.
Os signatários do manifesto esperam a aprovação governamental e defendem campanhas de sensibilização para aumentar a consciência sobre a importância da reutilização. A proposta inclui também a criação de uma plataforma eletrónica para lojas que já praticam a venda a granel, facilitando o acesso dos consumidores a estas opções mais ecológicas.
Se adotada, esta medida poderá marcar uma mudança significativa nas práticas de consumo, beneficiando tanto o ambiente quanto a economia.