A Riopele, que alcançou em 2023 o seu melhor ano de sempre, tendo faturado 97 milhões de euros enfrenta, este ano, um novo desafio. O conflito entre Israel e Hamas e os ataques dos Houthis no Canal do Suez estão a afetar a importação e exportação da empresa de Pousada de Saramagos que foi obrigada a repensar todo o sistema logístico, de forma a manter o comprometimento com os clientes.
A opção das companhias marítimas, que transportam mercadorias, foi pelo Cabo da Boa Esperança, o que fez aumentar o valor do frete e o tempo de demora. Para piorar, o mau tempo que se verificou no primeiro trimestre obrigou ao desvio de alguns navios com paragem em Sines para outros portos marítimos. «Em resultado, a Riopele passou a viver uma nova realidade, na medida em que o transporte de um contentor proveniente da Ásia passou a demorar 60 dias, em vez dos tradicionais 45», descreve, no site da empresa, o diretor do departamento de Compras da Riopele, Paulo Oliveira. «Uma vez que não conseguimos agir diretamente sobre as rotas marítimas, o que fizemos foi informar os nossos parceiros de todos os procedimentos», esclarece Paulo Oliveira.
Já antes a atividade da Riopele tinha sido afetada pela Guerra na Ucrânia. Um conflito que fez diminuir o transporte de mercadorias para os países do Leste. Ao nível da importação, «o tempo de trânsito das matérias-primas aumentou consideravelmente, o que obrigou a repensarmos a estratégia de aprovisionamento, antecipando planos de compra, de forma a minimizar eventuais riscos», refere Miguel Teles, diretor de logística da empresa têxtil.