Na análise ao fecho do ano de 2023, o executivo municipal de Vila Nova de Famalicão congratula-se com «saúde financeira robusta» que o documento transparece. O presidente da Câmara, que leva o documento a discussão, esta quinta-feira, realça que no ano transato registou-se o maior grau de autonomia financeira (86.7%) dos últimos dez anos. Além disso, Mário Passos menciona a importância da descida do valor da dívida, dando conta que a autarquia recorreu a apenas 16.5% da sua margem de endividamento.
Relativamente às taxas de execução do orçamento, a receita cobrada centrou-se em 103.4%, com destaque para o aumento da receita fiscal proveniente da Derrama e do IMT, «enquanto sinal da pujança e vitalidade económica do concelho», menciona o autarca. Em matéria de despesa paga, foi de 81,2%. Neste capítulo, o edil fala do aumento da despesa com o pessoal, fruto, sobretudo, das atualizações remuneratórias dos trabalhadores da Administração Local e os 18 milhões de euros em aquisição de bens de capital em vários investimentos realizados pela autarquia em áreas como a educação, ambiente, freguesias, cultura, rede viária, entre outras.
No cômputo geral, Mário Passos considera que Vila Nova de Famalicão «vivenciou em 2023 um ano de grande desenvolvimento e dinamismo, confirmando o que foi planeado pelo executivo municipal, aquando da elaboração do Plano de Atividades e Orçamento».
2023 confirmou aquilo que temos vindo a reafirmar: estamos no rumo certo e é Famalicão e os famalicenses que mais saem a ganhar com isso
Na nota introdutória do documento, Mário Passos elencou alguns dos projetos, medidas e ações que marcaram o ano de 2023, como o lançamento de duas Ofertas Públicas para a aquisição de mais de 300 imóveis e do Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento “Viver Famalicão”; a inauguração da nova Estação Rodoviária e o reforço da oferta de transporte público rodoviário no concelho; a requalificação da Biblioteca Municipal; os avanços para a requalificação de várias Unidades de Saúde Familiar do concelho; a inauguração das novas salas de estudo da Estação Rodoviária; o investimento na Educação, nas Bolsas de Estudo para o Ensino Superior e também no Desporto; o arranque do projeto piloto de recolha de biorresíduos; a conclusão das obras de valorização dos rios e o avanço da conclusão da rede de abastecimento de água no concelho.
O autarca frisou que a boa saúde financeira permitiu ao município suportar um défice de 4 milhões na área do Ambiente, «explicado pela decisão da autarquia de não refletir na fatura dos munícipes os aumentos imputados ao município pelas entidades prestadoras dos serviços de água e resíduos».
O presidente da Câmara conclui que «2023 confirmou aquilo que temos vindo a reafirmar: estamos no rumo certo e é Famalicão e os famalicenses que mais saem a ganhar com isso». Na análise de Mário Passos, «ao mesmo tempo que nos mantivemos focados nos compromissos que assumimos com todos os famalicenses – sobretudo no que ao seu bem-estar e qualidade de vida diz respeito –, tivemos também a capacidade de garantir a concretização e a consolidação de uma série de projetos, medidas e ações estruturais para o crescimento do nosso concelho».