Joga-se este sábado a última jornada da primeira volta do nacional da 2.ª divisão de futsal. Na fase de apuramento de campeão, o SC Cabeçudense/FC Famalicão joga, às 16 horas, em casa do Marítimo, equipa que em sete partidas soma 3 pontos, enquanto que o conjunto famalicense tem zero pontos. O momento é difícil, sendo que o grande objetivo da equipa está cumprido: a manutenção. O treinador Ricardo Costa analisa o momento.
CIDADE HOJE (CH) – É possível começar, este sábado, a inverter o ciclo negativo?
Ricardo Costa (RC) – Sabíamos das dificuldades desta segunda fase onde estão as 8 melhores equipas nacionais da 2.ª divisão, sendo que 3 são totalmente profissionais, mas isso não invalida que poderíamos ter feito mais e melhor até agora. Queremos muito inverter este ciclo negativo e vamos à Madeira com essa esperança e confiança, sabendo das dificuldades que nos esperam.
CH – Se o grande objetivo foi cumprido – manutenção – o que tem faltado para a ausência de pontos na fase de campeão?
RC – Neste segunda fase temos tido várias situações que têm causado constrangimentos; tivemos jogadores lesionados; alguns jogos em que a “estrelinha da sorte” não esteve do nosso lado, mas também houve alguma falta de competência da nossa parte e o grande responsável serei sempre eu.
CH – Sente que é cada vez mais difícil inverter esta ausência de pontos?
RC – Trabalhar sobre derrotas é sempre bastante complicado: os jogadores perdem a confiança, começamos a colocar em causa a nossa qualidade e competência. E todas estas dúvidas acrescentam dificuldades ao processo que nos pode levar a inverter o ciclo.
CH – O Cabeçudense/ Famalicão, porque é um projeto recente, ainda não está preparado para estas andanças?
RC – Quem acompanha o futsal sabe que é cada vez mais difícil chegar ao patamar cimeiro da modalidade e para que isso aconteça é preciso um forte investimento. Este projeto tem apenas 3 anos e já consegue estar numa fase final de subida à Liga Placard. Acredito que o clube está a criar as condições necessárias para poder dar o passo que todos ambicionam, chegar à 1.ª divisão nacional.