A Câmara Municipal acredita ter encontrado a solução ideal para a construção do novo Estádio Municipal. Mário Passos, que apresentou o projeto na tarde desta terça-feira, nos Paços do Concelho, garante que o terreno de 46 mil m2 (atual estádio e campo de treinos) mantém-se na esfera municipal, mas será concedido a privados, que terão de apresentar uma proposta imobiliária, sendo responsáveis pelo projetos e pela sua execução. O que quer dizer que, desta forma, o novo estádio não custará um tostão ao erário público.
O presidente da Câmara Municipal acredita que a estratégia encontrada tem viabilidade económica, apoiando-se num estudo económico, feito por uma equipa de peritos, que está a ser ultimado. Em contrapartida, o município está disposto a conceder aos promotores a cedência dos terrenos em questão por um determinado período de tempo, findo o qual os terrenos e os equipamentos construídos regressam à esfera municipal. O período de tempo dependerá desse estudo económico.
Apesar de toda a liberdade que é dada aos futuros promotores para a execução do projeto e sua exploração comercial, a Câmara estabeleceu um conjunto de requisitos, a saber: um estádio moderno e funcional, com cerca de 9 a 10 mil lugares, para uso exclusivo do FC Famalicão; um parque de estacionamento subterrâneo para uso dos espetadores do estádio e não só; uma área polivalente para uso cultural e recreativo, gerida pelo Município, que possa completar a Casa das Artes; além de comércio e serviços. Não há referência a habitação.

Mário Passos acredita que os estudos estarão concluídos em maio, a ponto do concurso público internacional ser lançado no verão. Depois do período da aceitação e análise das propostas, por um júri, é que será escolhido um vencedor. O processo ainda terá que passar pela reunião de Câmara e Assembleia Municipal até à adjudicação da obra. Isto tudo levará cerca de um ano. O que quer dizer que a obra poderá arrancar em 2025. Mais dois anos, no mínimo, para a construção do estádio, o que significado que só em 2028, correndo bem, é que o FC Famalicão poderá inaugurar nova casa.
«Confiança inabalável no senhor presidente da Câmara e na solução que ele colocará em cima da mesa»
A apresentação da solução contou com a presença do presidente do FC Famalicão, José Pina Ferreira, e do presidente da SAD, Miguel Ribeiro. Este foi o único que prestou declarações e de forma sintética. O dirigente manifestou uma «confiança inabalável no senhor presidente da Câmara, uma confiança inabalável na solução que ele colocará em cima da mesa», manifestou. «O Famalicão SAD será sempre uma solução, mas este é um processo municipal e não é um processo nem da Famalicão SAD nem do FC Famalicão», acrescentou.
Recorde-se que a solução para o novo estádio vem sendo procurada há vários anos. Há cerca de seis anos, passava pela remodelação do atual estádio a expensas da Câmara, num custo de cerca de 8 milhões de euros, mas o concurso ficou sem interessados. A obra não se concretizou e o projeto abortou. Quando Mário Passos tomou posse prometeu trabalhar numa solução que não onerasse os cofres municipais, reconhecendo que o FC Famalicão, que está na Primeira Liga, necessita de um estádio moderno, condizente com a performance da equipa e com a grandeza económica do concelho. «O estádio não está compatível com aqueles que são os pergaminhos do motor económico do país», começou por referir o presidente da Câmara, esta terça-feira, na apresentação da solução para o novo estádio.