A urbanização na área envolvente ao Tribunal suscita dúvidas e críticas da parte do Partido Socialista, bem como do Bloco de Esquerda que enviou, ao presidente da Câmara Municipal, pedidos de esclarecimento.
Na reunião de Câmara desta quinta-feira, os vereadores do PS demonstraram «indignação» perante a construção de uma segunda grande superfície ao lado do atual Lidl. «Um Tribunal e três superfícies comerciais não era algo inevitável; a Câmara, dentro da sua capacidade de planeamento urbanístico, poderia e deveria ter tido um papel interventivo, no sentido de haver ali uma entrada com outra aparência», criticou o vereador Paulo Folhadela.
O Bloco de Esquerda, em nota à imprensa, «repudia esta forma de fazer cidade». Refere-se em concreto à construção de uma superfície comercial na parcela B, «quando na discussão pública da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão foi garantido pela autarquia que a parcela B teria habitação, comércio e serviços».
Mário Passos garante que haverá também habitação
«A Unidade de Execução vai ser cumprida tal qual foi aprovada», a garantia é do presidente da Câmara Municipal. Mário Passos afirmou, na reunião de Câmara, que o plano de execução está a ser cumprido e que continuam previstos vários blocos de habitação e casas, em áreas próximas ao Tribunal.
Perante as críticas, o presidente da Câmara Municipal refere que «o que acontece é que algumas pessoas estão a ter dificuldade em acompanhar o desenvolvimento de Famalicão. Estavam habituadas a ter uma cidade pequena e um concelho grande; agora temos um concelho grande e uma cidade grande», afirmou, comparando Famalicão a Braga Guimarães, Matosinhos ou Porto.