O Famalicão joga, este sábado, em Rio Maior, com o Casa Pia, na última jornada da primeira da volta da Liga Betclic. Com o “peso” de seis partidas sem vencer, João Pedro Sousa assume a necessidade de voltar a pisar o trilho vencedor, mas sempre com recurso à ideia de jogo que defende, recusando-se a abdicar dos princípios que levaram «ao sucesso em várias ocasiões» e que proporcionaram um melhor arranque do que nas três épocas anteriores.
Sobre o Casa Pia, fala de um adversário que depois da troca de treinador, «evoluiu muito a qualidade do jogo. Com um sistema tático não muito comum nas equipas que jogam no meio da tabela e que lutam por lugares abaixo do primeiro terço. Uma forma de jogar diferente, que nos coloca desafios exigentes. Está num bom momento e no último jogo mostrou muita qualidade. Espera-nos um desafio difícil», mais difícil ainda pelas seis partidas sem vencer (quatro empates e duas derrotas, Porto e Benfica). «Nos empates podíamos ter tirado algo mais de um ou outro jogo. No passado também ganhámos alguns jogos em que o resultado mais justo não seria a nossa vitória. O futebol é isto e temos de evoluir», disse na antevisão ao jogo deste sábado.
O treinador do Famalicão reitera que a equipa «está no melhor momento da época», reconhecendo que, «por vezes, pode ser difícil de entender». De um ponto de vista resultadista, que não gosta de usar, João Pedro Sousa regista que «vamos fechar a primeira volta e temos mais pontos do que na última temporada, sendo que o objetivo da última época era parecido. Temos mais pontos do que há duas épocas, do que há três… Só em 2019/20 é que tivemos mais pontos do que nesta». Acresce, prossegue o treinador, «uma reformulação forte do plantel e do onze base. Saíram jogadores que foram impactantes e, por muito que a administração tenha feito um trabalho de qualidade no mercado, era impossível substituir jogadores como o Penetra, o Ivan Jaime, o Ivo ou o Colombatto. Mas com esses jogadores tínhamos menos pontos e estávamos numa situação mais difícil», recorda.
Mesmo assim, avança, «temos consciência que temos de continuar a melhorar e a evoluir o jogo, conscientes de que dentro destes seis jogos o resultado podia ter sido diferente. Mas estou contente com os jogadores e tenho um orgulho grande neles porque estão a fazer o que o treinador pede. Lutam pela ideia do treinador, esta ideia que tem trazido alguns dissabores. Mas fazendo uma análise ao ano civil, um dos grandes objetivos está a ser cumprido, se calhar para além das expetativas: há jogadores que estão a ser valorizados de uma forma incrível. No fim da época as pessoas vão perceber o que estou a dizer, com mais um encaixe fortíssimo do Famalicão, se assim o clube o entender».
Quanto a abdicar da ideia e ser pragmático, a resposta é clara. «Recuso-me a abdicar de uma ideia de jogo, a pensar apenas no resultado. Claro que tenho de olhar para esse aspeto, o resultado é fundamental. Também falei que dois dos objetivos que me pediram foram a final da Taça, que falhei, e o quinto lugar. O quinto lugar está difícil e assumirei o fracasso se assim acontecer. Estou à vontade com isso. Sendo que, outra promessa que posso fazer, é que enquanto aqui estiver vou dar o meu melhor e o melhor que sei pelo clube».