The Village, com a colaboração do município de Famalicão, inaugurou, no dia 9 de dezembro, a residência artística, situada em Meães, Calendário.
Na cerimónia de inauguração estiveram presentes o vereador da Cultura, Pedro Oliveira; a vereadora da Juventude, Luísa Azevedo, e a presidente da Junta da União de Freguesias de Famalicão e Calendário, Estela Veloso. A que se juntaram colaboradores, parceiros e artistas que trabalham diariamente no The Village e que tomaram a liberdade de se apresentarem através de um momento musical que abrilhantou a inauguração.
O presidente da associação MusicVillage, André Silvestre, afirmou que este espaço é uma aposta forte na cultura da região; «acrescenta muito valor no que toca aos impulsos criativos para os artistas da cidade», e possibilita «a vinda de artistas de outras latitudes cruzando, assim, sinergias com os locais», referiu.
Houve ainda espaço para estrear o mural criado para a ocasião. A obra é do artista plástico Rodrigo Machado e pode ser visitada.

Nos últimos três anos, passaram pelo The Village mais de 40 projetos musicais, somando cerca de 200 músicos de vários estilos musicais que tiveram a oportunidade de usufruir de um estúdio altamente equipado e de uma equipa de profissionais certificados na área da música e de outros ramos artísticos, tais como pintura e escultura.
Para além do estúdio, o espaço conta também com cozinha; campo de futebol; uma sala para preparação de espetáculos; espaços verdes e agora com uma residência que pode albergar até 10 artistas em simultâneo.
Recorde-se que em 2021, o projeto The Village obteve o reconhecimento municipal com a atribuição do selo Famalicão Visão’25 na categoria “Força – V” e venceu o Orçamento Participativo Jovem atribuído pela Casa da Juventude que assegurou uma importante verba para adquirir alguns dos materiais de construção que compõem a nova infraestrutura artística.
Para o futuro, André Silvestre pretende chegar ao máximo de artistas da cidade e ajudá-los a impulsionar as suas carreiras. Ao mesmo tempo, «combater o afastamento e abandono de muitas pessoas naquilo que é a sua ligação à arte devido à falta de apoios e condições de trabalho», disse.